A verbalização estética, no que tange o vestuário masculino contemporâneo esta convexa a uma linha tênue entre a repetição alienada de códigos culturais de grupos dominantes (cristalinamente conceituados como modernos através do tempo) dada sua influencia perante os demais e o choque visual que eles provocam, e a definição individual de um estilo próprio e que o caracteriza assim perante os demais. Neste caso sem grandes influencias dos demais.
Observa-se que, no inicio da década de 2000, a difusão dos códigos identitarios através da internet entre as classes, deixou de ser apenas algo restrito a uma elite dominante e passar a ser fator fundamentalmente determinante de tendências comportamentais para um grupo cada vez maior. A informação enquanto exclamação de vontades, expressas através da moda, rapidamente decodificou as subculturas vanguardistas. Assim, esses signos, ate então restritos passaram ao domínio publico, e simultaneamente pode ser acompanhado, desde então por milhões de pessoas pelo mundo, criando-se assim uma verdadeira moda globalizada e simultânea para qualquer individuo que tenha acesso a rede.
Entramos numa fase onde os mitos são mais efêmeros que nunca. Os espelhos da sociedade se quebram a cada estação, milhares de consumidores estão ávidos por novas tendências, e que supram suas vontades pelo menos para aquele instante.
Esse mimetismo de valores, fast, cria uma identidade descompromissada e sem valores firmados. Onde a cada clic, você pode mudar de opinião, rever seus conceitos ou ate mesmo mudar seu corte de cabelo. Os mitos são transgressores sociais, ferem as fronteiras dos gêneros e classes e incitam a rubrica da mudança.
Uso da Barba:
O uso da barba rala, aparada, sugere ao homem jovem uma experiência que ele ainda não viveu inteligência perante os demais e poder. Na antiguidade, como e sabido, os grandes filósofos, os personagens bíblicos Moises, Abraão e o próprio Jesus Cristo, a utilizavam, a esses eram concedida à alcunha de autoridades morais e que detinham a sabedoria, a erudição.
São comuns os desvios no código verbal e indumentário dos jovens relacionados a aspectos psicossociais do grupo atuante.
Vestir-se de maneira mais ou menos formal pode exprimira vontade de expor suas opiniões políticas, meio social em que vive e ate gosto cultural.
Sugerir uma infatilidade também pode ser uma forma de dizer a sociedade que você ainda esta numa outra época. Camisetas com imagens de personagens de desenhos infantis clássicos, mais comumente Disney (mickey Mouse, Minnie, Pateta, etc), Hq’s, estilo college, são bastante comuns e muito explorados pelas grandes marcas.
“a ‘cena moderna’ faz-se zona fronteiriça, lugar de sujeitos que constroem suas representações de si mesmos recorrendomenos a vida sexual que levam e mais a adesão estética as musicalidades como modo de vida, a orientar todo um encarnadotrabalho de incremento corporal. (EUGENIO, Fernanda. In: Corpos voláteis: estética, amor e amizade no universo gay, p.161. Culturas Jovens: novos mapas do afeto, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro 2006)
O fato de acompanhar ou não esses códigos, concedem a alcunha de modernidade aos olhos de quem avalia. Entender o meio social e as transformações são aspectos cruciais para acessar o cerbe da cultura jovem. Concomitantemente, todos esses aspectos estão condicionados aos meandros e vicissitudes que a sociedade impõe ou oferece.
Entre muitos jovens, as transições encontram-se atualmente sujeitas as culturas performativas, que emergem das ilhas de dissidência em que se tem constituído os cotidianos juvenis. (...) Ou Seja, as culturas juvenis são vincadamente perfomartivas, porque, na realidade, os jovens nem sempre se enquadram nas culturas prescritivas que a sociedade lhes impõe. (PAIS, Jose Machado, in: Buscas de si: expressividades e identidades juvenis, p.7)
E e nessa atmosfera que adentramos para entender algumas das motivações e valores contidos nos signos da comunicação do homem moderno. A grande dificuldade de estudar esse grupo talvez se localize na forma como ele se divide ou se comporta perante os demais, diferenciando muito acentuadamente entre as faixas etárias, formando-se assim pequenos subgrupos que tem códigos próprios, e um caráter puramente individualista.
Segundo pesquisa efetuada pela Ipsos/Marplan, em 2003 em oitos capitais brasileiras, divulgada pela revista Veja Jovem, em julho de 2003 (Veja Jovens – julho/2003, in: Eles gastam muito, p.80). Entre os homens, considerando a faixa etária de 15 a 24 anos, aponta que 32% deles vão ao cinema, 35% compraram um tênis nos últimos 30 dias, 37% fazem compras em shopping centers, 53% viajaram ns últimos 12 meses e 555% gostam de comprar roupas de marca.
O fato de utilizar esses dados, se faz necessário para entender determinados comportamentos da faixa etária que cresceu junto com todas as transformações tecnológicas ascendentes no inicio desde século. E que provavelmente são diretamente influenciadas por esse meio, e tudo isso resulta em uma representação social que os caracteriza como legítimos membros da era digital.
Ainda segunda a pesquisa os homens curtem mais computador que as mulheres, acessam mais a internet, compram mais tênis, gostam mais de comprar roupas de marcas, assistem a mais DVD’s e vídeos em casa, interessam-se mais por automóveis e gostam mais de filmes de ação. Através desses poucos dados, podemos entender o porquê dos investimentos da indústria cultural e, por conseguinte a moda, nesses aspectos para garantir o sucesso entre os homens.
Deslocou-se para o exterior do corpo a construção e a descrição de si. São efetuadas body modifications.com o objetivo de externar as vontades, e muitas vezes nublar o seu verdadeiro eu, perante seu grupo social e explicitar um ideal muitas vezes idílico, através de uma representação que distorce a realidade. Tudo isso e causado pela segregação social que a sociedade impõe aos considerados grupos menores e/ou que não seguem as regras de condutas pré estabelecidas. Isso contribui para o surgimento de patologias clinicas que distroe o mimetismo natural dos grupos e criam inividuos com anorexia, bulimia, distimias e depressões, conforme salienta Francisco Ortega (in: Das utopias sociais as utopias corporais: identidades somáticas e marcas corporais, p.45).
Os universos que compõem para a inclusão de uma identidade indumentária do homem na moda são diversos e interrelacionam-se através de uma rubrica mimética, são eles o sistema da moda, as técnicas de intervenção e transformacao do corpo, as imagens do corpo veiculadas na mídia,, os aspectos subjetivos envolvidos nesse sistema bem como suas praicas e tecnicas, conforme PORTINARI( p.59).
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