O objetivo deste artigo situa-se dentro do universo pos moderno, do homem. Trata-se de uma analise da formação do estilo do homem contemporâneo. Partindo de um ideal, intrincado nas vontades e performances que caracteriza esse homem, vamos entender a sua formula, se e que podemos conceituá-la assim.
Não e objeto principal de estudo, neste caso, o homem da década passada, vamos pegar como ponto inicial a década presente, os anos 2000. O homem pos internet de massa, o pos tecnológico. Trata-lo apenas com a rubrica de moderno, o reduz a uma modelo quase que extinto e por vez, datado.
Podemos considerar que o século começou efetivamente após o 11 de setembro, episodio fatídico, que marcou na historia o apogeu e a queda de algumas ideologias que estavam bastante desconexas com a nova ordem mundial. E, por conseguinte esse episódio influenciou, e possivelmente ainda continuará determinar os meandros das relações humanas nessa década e nas próximas.
Dentro do universo da moda, observa-se que a moda masculina recuou para uma vida bem mais minimalista, e que teve como o grande propagador dessa tendência, que influenciou a moda masculina em pelo menos uns seis anos, o estilista Hedi Slimane. A frente da Dior Homme entre 1999 e 2006, Slimane revolucionou a moda masculina impondo calças muito justas e casacos curtos, envergados por rapazes pálidos e filiformes. Ele também desceu uma faixa etária, acionando uma geração anterior a comumente ate então utilizada pelas correntes dominantes da moda de então. Abriu-se um mercado para garotos novos, na faixa de 17 anos, onde o espírito era de um homem e formação, um corpo sem grandes transformações, numa estética mais naturalista. Músculos que ate então era a matéria prima principal da moda, deu lugar a garotinhos magros, esquálidos e sem expressão, que muito lembrava o grunge e o heroin chic do inicio dos anos 90, do qual Kate Moss foi a principal expoente.
Paris voltou à briga como centro mundial da moda masculina, rivalizando com os clássicos italianos, Armani, Zegna, e os eternos modernos de Londres e da Escola Belga.
Nas ruas do mundo inteiro essa silhueta Dior Homme foi traduzida e adaptada às diversas linguagens da moda, em cada lugar.
O tektonik das ruas de paris, os cabelos com Mullets, camisetas com frases descoladas, cabelos navalhados dentro das mais diversas formas, lenços no pescoço, viraram hits de consumo. Na musica era o reinado do Eletro, do eletroclash, disco-punk, eletro-rock. Os Dj´s traduzem essa estética buscada por jovens do mundo inteiro.
No Brasil temos varias vertentes desses estilos que começou em Nova York no inicio dos anos 2000, pelo DJ Larry Tee, tendo como base as batidas do eletro dos anos 80, mas com ritmos mais sintetizados. Nos Estados Unidos bandas como Peaches, Fischerspooner , Avenue D e Chicks on Speed e na Europa Miss Kittin, a grande expoente desse ritmo aqui no Brasil. Logo essa formula tambem estaria saturada, apos virar mainstream com hits mais comerciais, traduzidos para uma midia de massa. No Brasil, Cansei de Ser Sexy, hoje CSS apenas, Digitaria No Porn e Mono4 e mais recentemente o Montage, traduzem esse mosaico de estilos no que tange a estetica musical, que pos repetidas vezes se reorienta e se reintegra a cena contemporanea musical com novas formulas e roupagens, captadas nas grandes metropoles.. A maioria dessas bandas surgiram de clubes da cena alternativa, fazendo shows para pequenos grupinhos, mas logo cairam nas graças dos descolados. Clubes como Aloca, Vegas, Berlim, D-edge, em Sao Paulo, e mais recentemente o Gloria mantem esse expectro de trazer a cena coisa novas e que depois viraram hit de consumo.
Percebemos ainda nos anos 2000, que uma das maiores influencias para a moda continua sendo a musica, que desde a criacao da industria cultural nos anos 50, vem sendo a linha tenue que divide, expande, lança e multiplica tendencias sintetizadas na na forma de vestir e se comportar, e relacionar dos jovens.
Astros da musica continuam, com efeito a ser os grandes mitos contemporaneos para a juventude neste seculo. Ideais que desem ser seguidos.
Figuras como Justin Timberlake, continua a ser o ideal o expectro de estilo que muitos homens querem ser, tornou-se a personificaçao da figura do metrosexual, arquetipo masculino criado nesta decada.Chapeu , Colete, e barba. Mistura de cosias classicas da idumentaria masculina com coisas modernas, colete com camiseta, jeans e tenis, blazeres milimetricamente ajustados. Juntos esses elementos concedem a quem usa a alcunha de modenridade. Aos olhos de quem ve, esse homem esta conectado numa simbiose com as ultimas novidades, mesmo que tudo ali, muitas vezes nao passe de experimentacao de pecas estao mais que calejadas no universo da moda masculina e historicamente arraigadas como pecas comuns, todavia dentro da performance daqual ela se insere, com os signos e as atitudes que a linguagem da musica se comunica, concede ao homem um aspecto jovial, inteligente e elegante. Prova disso e que ele foi eleito o mais elegante dos Estados Unidos pela GQ, em 2009 e vem sendo retratado pelas publicacoes mais tradionais do mundo como a Esquire como referencia a ser seguida.
E dentro desse bioma estético que nos propusemos a analisar o arquétipo do pos-homem, o homem do ipod, da internet, do Twitter, do celular, das câmeras digitais. Figura que por vezes parece ter sudo trabalhada no photoshop, mas que traduz fielmente tudo o que esse homem represente e/ou quer representar para a sociedade.

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