25.6.09

YSL by Stefano Pilati

A desconstrução de Pilati


The key that unlocked Stefano Pilati's enigmatic new collection was the T-shirt he was wearing when he took his bow. It's a universal piece of clothing—multiracial, multicultural, really a global uniform—so it made an ideal foundation for the designer's Spring show, because those were the sort of ideas he had on his mind. ("Folky but formal, what menswear should be," he free-associated at show's end.) Pilati elongated the natural fluidity of a tee into long, djellabalike pieces under tailored jackets, or into free-flowing items that sinuously wrapped the body. And, once he'd twisted such a basic, iconic item, it was no trouble at all for him to play with proportions, explode volumes, or reconfigure last season's samurai print in knit. Jackets were cutaway, low in front, higher in back, which gave an illusion of urgency, like the models were leaning forward. Into winds of change? Oh, how pat that would be. Maybe they were just twenty-first-century nomads in their zippered sandals with soles that suggested hippie tire treads.
Pilati introduced the collection with a short film made by director Samuel Benchetrit, starring his young son Jules. Aside from proving that the uniquely throaty, smoky Gallic tone of voice that is so familiar to fans of French movies is something acquired in the cradle, the film, in which Jules quite possibly—and inadvertently—reunites a couple who are having communication issues, underlined the romantic ideal that is at the core of Pilati's work. The wanting, the not having—it's all in these clothes, with their cropped, drifting, sensual shadowiness.
Tim Blanks

Depois de uma temporada parcialmente fraca, que tivemos em Milão, a moda masculina começa a ganhar fôlego, desta vez na semana de Paris.

Stefano Pilati, é sem dúvida um dos grandes nomes na moda nesta década, e mostra mais uma vez que é possível ser conceitual e ao mesmo tempo criar o desejo da compra. Apresentou uma coleção desenvolvida dentro da descontrução do look clássico, onde a t-shirt torna-se personagem principal de um look fluído, intrépido e com muita personalidade. É esse o homem que a Pilati quer vestir. Um homem que enfrenta seus próprios medos, que subverte o sistema da moda e o utiliza a bel prazer.

Ele abre a semana de moda, como já foi dito, de maneira brilhante. E mais uma vez ele superou todas as minhas expectativas, se é que eu ainda crio alguma, em se tratando do talento de Pilati.

Depois de Hedi Slimane, mais no início da década, acho que Pilati é quem mais me prende, em se tratando de moda masculin. Quando ele criticou Tom Ford, em entrevista para o Herald Tribune, muitos viram isso como uma ponta de inveja, entretanto, estação após estação vemos que o fato é outro. Não é preciso só vontade de fazer e tino comercial, a moda exige um pouco mais que isso. Ele mostra que tem uma perspicácia vanguardista, onde num momento o que ele faz é obsoleto, e duas temporadas depois, todo mundo copia. Exemplo disso aconteceu no seu feminino para YSL, quando fez uma coleção com imensa estamparia floral, que foi tida como cafona e depois virou cool. Em suma, vamos aguardar o resultado dessa coleção, que para mim, já é uma das melhores da temporada. Ainda falta Balenciaga, vejamos.










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