*Artigo publicado em 28 junho de 2009,
na página online do jornal, disponível na íntegra aqui!
Este brilhante artigo do jornalista DOUGLAS QUENQUA, do NY Times, fala sobre as relações de amizade entre um homem hétero e um gay. Partindo da declaração do ganhador do último American Idol, Kris Allen, que disse recentemente que seu companheiro de quarto, Adam Lambert, o segundo colocado do reality show, tinha uma "crush on him". Segundo Allen, ele se sente lisonjeado com a asserção. Lambert disse em entrevista para a Rolling Stones que Allen era um "cara que eu achei atraente em todo o grupo sobre o show - nice, nonchalant, bonito e totalmente meu tipo - exceto que ele tem uma mulher. "
Amizade entre gays e mulheres é perceptívelmente comum, citamos como exemplo "Sex and the City," "Will and Grace," Kathy Griffin’s audience, etc. Mas essa relação parece estar ficando mais estreita entre homens héteros e um homem gay, conforme retratou a pesquisa realizada pelo Pew Research Center, que descobriu que 4 entre 10 homens possuem um amigo gay ou lésbica, seja no círculo de amigos ou na família.
"A gerações mais jovens compreendem o espectro e a fluidez da sexualidade muito mais do que gerações do passado", disse Tom Bourdon, diretor do Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais Center na Tufts University. "A maioria dos homens 'liberal-minded' de hoje poderíamos dizer que têm amigos gays, e as pessoas não arregalarem o olho, para isso."
O que dificulta esse tipo de relação na sociedade é sempre a percepção de que a sexualidade em um dado momento poderá incomodar, e é o que geralmente acontece, criando barreiras no meio do caminho: "it’s difficult for men and women to be friends because "the sex part always gets in the way." Billy Crystal em "When Harry Met Sally".
Jammie Price, um professor da Universidade Estadual Appalachian, estudou 46 pares de héteros e seus amigos gays do sexo masculino para o seu livro, "Navigating Differences: Friendships Between Gay and Straight Men".A pesquisa concluiu que apenas 13, dos 46 pares poderiam ser verdadeiramente chamado amigos íntimos, muitas vezes, porque o homem hétero não estava disposto a entrar na vida pessoal, assim como estava o amigo gay. Isso mostra a fragilidade da relação, que muita vezes partem para lados opostos, dada as necessidades que cada um busca, e que dificilmente convergem em algum ponto que faça com que a amizade seja verdadeira, e sem interesses adversos.
Algo muito interessante que a pesquisa mostrou, é que os homens héteros que tiveram mais facilidade em ter amigos gays, eram os que tinham o conceito de masculinidade em si, mais evoluído e que necessariamente, neste caso, tiveram treinamento militar ou alguém na sua família, que o teve.Isso se explica porque, esses homens foram colocados em ambientes adversos, onde era valorizado a aceitação das diferenças, e as pessoas eram valorizadas não pelos aspectos divergentes e sim pelos pontos de comutação: "thrown into different environments where it doesn’t matter whether you’re white or black or Hispanic," disse o professor. "You’re going to live in this house and you’re all going to be treated the same and you have to get along."
C. Ritch Savin-Williams, professor de psicologia na Universidade Cornell, estudou o comportamento de cerca de 160 homens, e descobriu eles buscam nas relações com amigos gays, descobertas que não poderiam ter em outros tipos de relações, porque não se sentem tranquilos para perguntar. Eles possuem virtudes sociais que para eles tornam-se muito importante. Os gays, até certo ponto, são tido como gurus, e como um meio para estar mais próximos as mulheres.
Bryan Miller, 37, um diretor financeiro de software em uma empresa em Nova York, opina que: "A gay man’s advice on women is the only advice you can take to the bank," disse ele. "They’re guys, but they’re not in competition with you."


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