20.6.11

Milan Spring Summer 2012 Gucci Frida Giannini

Revirando o DNA da marca, que este ano completa 90 anos, Frida Giannini está no seu ápice a frente da maison. Com uma coleção de forte apelo comercial, porém sem deixar de lado o bom acabamento, e a identidade da marca, esta que sempre esteve ligada a riqueza de detalhes. O clássico blazer justinho de um botão, calças curtas, óculos, enfim, quase todos os looks, vem com algo que provavelmente quem conhece a marca, vai se lembrar de ter batido os olhos em algum detalhe, que já foi explorado em passarelas passadas. Conforme citou Tim Blanks, no Style.com, Frida traz a tona um cavaleiro moderno, descontraído, a la Robert Pattinson ou qualquer it boy do momento.
Os acessórios como sempre compõem uma parceria perfeito para o homem Gucci, símbolo de status e poder. As bolsas, vem com inspiração nas antigas malas de viagens, arredondadas, e podem aparecer ns cores mais sóbreas, como o branco ou no vermelho intenso.
Great Gucci! v.

19.6.11

Clement Chabernaud - Models.com

Clement Chabernaud, modelo nascido em Paris, em 1989, é o 4º colocado no ranking do Models.com. Estrela de mais de uma dezena de campanhas para as principais maisons, além de editoriais nas principais publicações de moda masculina.


Campanha Prada/2011
Campanha H&M/2011
Campanha Trussardi/2011
Campanha Jil Sander para Uniqlo/2011
Campanha Salvatore Ferragamo/2011
Campanha YSL/2011

Milão Spring 2012

25.10.09

Willem Jaspert





Iqons magazine






Escritos: II

O objetivo deste artigo situa-se dentro do universo pos moderno, do homem. Trata-se de uma analise da formação do estilo do homem contemporâneo. Partindo de um ideal, intrincado nas vontades e performances que caracteriza esse homem, vamos entender a sua formula, se e que podemos conceituá-la assim.
Não e objeto principal de estudo, neste caso, o homem da década passada, vamos pegar como ponto inicial a década presente, os anos 2000. O homem pos internet de massa, o pos tecnológico. Trata-lo apenas com a rubrica de moderno, o reduz a uma modelo quase que extinto e por vez, datado.
Podemos considerar que o século começou efetivamente após o 11 de setembro, episodio fatídico, que marcou na historia o apogeu e a queda de algumas ideologias que estavam bastante desconexas com a nova ordem mundial. E, por conseguinte esse episódio influenciou, e possivelmente ainda continuará determinar os meandros das relações humanas nessa década e nas próximas.
Dentro do universo da moda, observa-se que a moda masculina recuou para uma vida bem mais minimalista, e que teve como o grande propagador dessa tendência, que influenciou a moda masculina em pelo menos uns seis anos, o estilista Hedi Slimane. A frente da Dior Homme entre 1999 e 2006, Slimane revolucionou a moda masculina impondo calças muito justas e casacos curtos, envergados por rapazes pálidos e filiformes. Ele também desceu uma faixa etária, acionando uma geração anterior a comumente ate então utilizada pelas correntes dominantes da moda de então. Abriu-se um mercado para garotos novos, na faixa de 17 anos, onde o espírito era de um homem e formação, um corpo sem grandes transformações, numa estética mais naturalista. Músculos que ate então era a matéria prima principal da moda, deu lugar a garotinhos magros, esquálidos e sem expressão, que muito lembrava o grunge e o heroin chic do inicio dos anos 90, do qual Kate Moss foi a principal expoente.
Paris voltou à briga como centro mundial da moda masculina, rivalizando com os clássicos italianos, Armani, Zegna, e os eternos modernos de Londres e da Escola Belga.
Nas ruas do mundo inteiro essa silhueta Dior Homme foi traduzida e adaptada às diversas linguagens da moda, em cada lugar.
O tektonik das ruas de paris, os cabelos com Mullets, camisetas com frases descoladas, cabelos navalhados dentro das mais diversas formas, lenços no pescoço, viraram hits de consumo. Na musica era o reinado do Eletro, do eletroclash, disco-punk, eletro-rock. Os Dj´s traduzem essa estética buscada por jovens do mundo inteiro.
No Brasil temos varias vertentes desses estilos que começou em Nova York no inicio dos anos 2000, pelo DJ Larry Tee, tendo como base as batidas do eletro dos anos 80, mas com ritmos mais sintetizados. Nos Estados Unidos bandas como Peaches, Fischerspooner , Avenue D e Chicks on Speed e na Europa Miss Kittin, a grande expoente desse ritmo aqui no Brasil. Logo essa formula tambem estaria saturada, apos virar mainstream com hits mais comerciais, traduzidos para uma midia de massa. No Brasil, Cansei de Ser Sexy, hoje CSS apenas, Digitaria No Porn e Mono4 e mais recentemente o Montage, traduzem esse mosaico de estilos no que tange a estetica musical, que pos repetidas vezes se reorienta e se reintegra a cena contemporanea musical com novas formulas e roupagens, captadas nas grandes metropoles.. A maioria dessas bandas surgiram de clubes da cena alternativa, fazendo shows para pequenos grupinhos, mas logo cairam nas graças dos descolados. Clubes como Aloca, Vegas, Berlim, D-edge, em Sao Paulo, e mais recentemente o Gloria mantem esse expectro de trazer a cena coisa novas e que depois viraram hit de consumo.
Percebemos ainda nos anos 2000, que uma das maiores influencias para a moda continua sendo a musica, que desde a criacao da industria cultural nos anos 50, vem sendo a linha tenue que divide, expande, lança e multiplica tendencias sintetizadas na na forma de vestir e se comportar, e relacionar dos jovens.
Astros da musica continuam, com efeito a ser os grandes mitos contemporaneos para a juventude neste seculo. Ideais que desem ser seguidos.
Figuras como Justin Timberlake, continua a ser o ideal o expectro de estilo que muitos homens querem ser, tornou-se a personificaçao da figura do metrosexual, arquetipo masculino criado nesta decada.Chapeu , Colete, e barba. Mistura de cosias classicas da idumentaria masculina com coisas modernas, colete com camiseta, jeans e tenis, blazeres milimetricamente ajustados. Juntos esses elementos concedem a quem usa a alcunha de modenridade. Aos olhos de quem ve, esse homem esta conectado numa simbiose com as ultimas novidades, mesmo que tudo ali, muitas vezes nao passe de experimentacao de pecas estao mais que calejadas no universo da moda masculina e historicamente arraigadas como pecas comuns, todavia dentro da performance daqual ela se insere, com os signos e as atitudes que a linguagem da musica se comunica, concede ao homem um aspecto jovial, inteligente e elegante. Prova disso e que ele foi eleito o mais elegante dos Estados Unidos pela GQ, em 2009 e vem sendo retratado pelas publicacoes mais tradionais do mundo como a Esquire como referencia a ser seguida.
E dentro desse bioma estético que nos propusemos a analisar o arquétipo do pos-homem, o homem do ipod, da internet, do Twitter, do celular, das câmeras digitais. Figura que por vezes parece ter sudo trabalhada no photoshop, mas que traduz fielmente tudo o que esse homem represente e/ou quer representar para a sociedade.

Fragmentos do homem contemporâneo

A verbalização estética, no que tange o vestuário masculino contemporâneo esta convexa a uma linha tênue entre a repetição alienada de códigos culturais de grupos dominantes (cristalinamente conceituados como modernos através do tempo) dada sua influencia perante os demais e o choque visual que eles provocam, e a definição individual de um estilo próprio e que o caracteriza assim perante os demais. Neste caso sem grandes influencias dos demais.
Observa-se que, no inicio da década de 2000, a difusão dos códigos identitarios através da internet entre as classes, deixou de ser apenas algo restrito a uma elite dominante e passar a ser fator fundamentalmente determinante de tendências comportamentais para um grupo cada vez maior. A informação enquanto exclamação de vontades, expressas através da moda, rapidamente decodificou as subculturas vanguardistas. Assim, esses signos, ate então restritos passaram ao domínio publico, e simultaneamente pode ser acompanhado, desde então por milhões de pessoas pelo mundo, criando-se assim uma verdadeira moda globalizada e simultânea para qualquer individuo que tenha acesso a rede.
Entramos numa fase onde os mitos são mais efêmeros que nunca. Os espelhos da sociedade se quebram a cada estação, milhares de consumidores estão ávidos por novas tendências, e que supram suas vontades pelo menos para aquele instante.
Esse mimetismo de valores, fast, cria uma identidade descompromissada e sem valores firmados. Onde a cada clic, você pode mudar de opinião, rever seus conceitos ou ate mesmo mudar seu corte de cabelo. Os mitos são transgressores sociais, ferem as fronteiras dos gêneros e classes e incitam a rubrica da mudança.

Uso da Barba:
O uso da barba rala, aparada, sugere ao homem jovem uma experiência que ele ainda não viveu inteligência perante os demais e poder. Na antiguidade, como e sabido, os grandes filósofos, os personagens bíblicos Moises, Abraão e o próprio Jesus Cristo, a utilizavam, a esses eram concedida à alcunha de autoridades morais e que detinham a sabedoria, a erudição.

São comuns os desvios no código verbal e indumentário dos jovens relacionados a aspectos psicossociais do grupo atuante.

Vestir-se de maneira mais ou menos formal pode exprimira vontade de expor suas opiniões políticas, meio social em que vive e ate gosto cultural.

Sugerir uma infatilidade também pode ser uma forma de dizer a sociedade que você ainda esta numa outra época. Camisetas com imagens de personagens de desenhos infantis clássicos, mais comumente Disney (mickey Mouse, Minnie, Pateta, etc), Hq’s, estilo college, são bastante comuns e muito explorados pelas grandes marcas.

“a ‘cena moderna’ faz-se zona fronteiriça, lugar de sujeitos que constroem suas representações de si mesmos recorrendomenos a vida sexual que levam e mais a adesão estética as musicalidades como modo de vida, a orientar todo um encarnadotrabalho de incremento corporal. (EUGENIO, Fernanda. In: Corpos voláteis: estética, amor e amizade no universo gay, p.161. Culturas Jovens: novos mapas do afeto, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro 2006)

O fato de acompanhar ou não esses códigos, concedem a alcunha de modernidade aos olhos de quem avalia. Entender o meio social e as transformações são aspectos cruciais para acessar o cerbe da cultura jovem. Concomitantemente, todos esses aspectos estão condicionados aos meandros e vicissitudes que a sociedade impõe ou oferece.

Entre muitos jovens, as transições encontram-se atualmente sujeitas as culturas performativas, que emergem das ilhas de dissidência em que se tem constituído os cotidianos juvenis. (...) Ou Seja, as culturas juvenis são vincadamente perfomartivas, porque, na realidade, os jovens nem sempre se enquadram nas culturas prescritivas que a sociedade lhes impõe. (PAIS, Jose Machado, in: Buscas de si: expressividades e identidades juvenis, p.7)

E e nessa atmosfera que adentramos para entender algumas das motivações e valores contidos nos signos da comunicação do homem moderno. A grande dificuldade de estudar esse grupo talvez se localize na forma como ele se divide ou se comporta perante os demais, diferenciando muito acentuadamente entre as faixas etárias, formando-se assim pequenos subgrupos que tem códigos próprios, e um caráter puramente individualista.

Segundo pesquisa efetuada pela Ipsos/Marplan, em 2003 em oitos capitais brasileiras, divulgada pela revista Veja Jovem, em julho de 2003 (Veja Jovens – julho/2003, in: Eles gastam muito, p.80). Entre os homens, considerando a faixa etária de 15 a 24 anos, aponta que 32% deles vão ao cinema, 35% compraram um tênis nos últimos 30 dias, 37% fazem compras em shopping centers, 53% viajaram ns últimos 12 meses e 555% gostam de comprar roupas de marca.
O fato de utilizar esses dados, se faz necessário para entender determinados comportamentos da faixa etária que cresceu junto com todas as transformações tecnológicas ascendentes no inicio desde século. E que provavelmente são diretamente influenciadas por esse meio, e tudo isso resulta em uma representação social que os caracteriza como legítimos membros da era digital.
Ainda segunda a pesquisa os homens curtem mais computador que as mulheres, acessam mais a internet, compram mais tênis, gostam mais de comprar roupas de marcas, assistem a mais DVD’s e vídeos em casa, interessam-se mais por automóveis e gostam mais de filmes de ação. Através desses poucos dados, podemos entender o porquê dos investimentos da indústria cultural e, por conseguinte a moda, nesses aspectos para garantir o sucesso entre os homens.
Deslocou-se para o exterior do corpo a construção e a descrição de si. São efetuadas body modifications.com o objetivo de externar as vontades, e muitas vezes nublar o seu verdadeiro eu, perante seu grupo social e explicitar um ideal muitas vezes idílico, através de uma representação que distorce a realidade. Tudo isso e causado pela segregação social que a sociedade impõe aos considerados grupos menores e/ou que não seguem as regras de condutas pré estabelecidas. Isso contribui para o surgimento de patologias clinicas que distroe o mimetismo natural dos grupos e criam inividuos com anorexia, bulimia, distimias e depressões, conforme salienta Francisco Ortega (in: Das utopias sociais as utopias corporais: identidades somáticas e marcas corporais, p.45).

Os universos que compõem para a inclusão de uma identidade indumentária do homem na moda são diversos e interrelacionam-se através de uma rubrica mimética, são eles o sistema da moda, as técnicas de intervenção e transformacao do corpo, as imagens do corpo veiculadas na mídia,, os aspectos subjetivos envolvidos nesse sistema bem como suas praicas e tecnicas, conforme PORTINARI( p.59).

12.9.09

ostracismo fashion

Depois desse hiato, lendo coisas inspirações, mudanças.
Tenho vários projetinhos em mente, to lendo muita coisa nesses ultimos dias, devorando pra falar verdade, logo volto a publicar.
Acabei de ler O Poder do Mito, Joseph Campbell, entrando agora novamente em A linguagem das roupas...